A
correção postural começa nos pés
Os pés são a base, o nosso órgão de
equilíbrio, regula a pressão e a distribuição de peso em relação ao solo e ao
centro de gravidade. São responsáveis também pela regulação da postura dinâmica
e estática que vem da região plantar e, ainda, são órgãos sensoriais capazes de
captar informações internas relacionadas ao controle postural. O fundamento
desta base deve estar suficientemente firme para suportar você quando estiver
abalada.
Os seus pés permitem que você entre em
contato com a terra, com a realidade do seu entorno.
Se você faz um bom contato com a terra,
poderá descarregar através dela, todo o stress, preservando a sua saúde física
e psíquica.
Na década de 1970, alguns profissionais
já tinham descoberto o uso de palmilhas ortopédicas para a correção postural,
mas foi em 1980 que René Bordioul iniciou um novo conceito terapêutico baseado
na correção postural.
Surgiu a podoposturologia, área da
ciência da saúde que visa prevenir e tratar os transtornos posturais e do
equilíbrio por meio da estimulação podal – do pé.
O tratamento com uso de palmilhas pode
ser indicado para diversos transtornos como dores nos joelhos e tornozelos,
dores nas costas e distúrbios de circulação nos membros inferiores.
Como cada paciente é único, assim como o
formato do pé e a forma de andar , as palmilhas são personalizadas e isso exige
um conhecimento específico do profissional. O paciente precisa ter um
acompanhamento individualizado durante todo o tratamento para que haja
reavaliações e possíveis manutenções, até que tenha alta.
Identificando
e corrigindo uma pisada errada
Uma pisada incorreta pode acarretar
vários problemas, além de prejudicar o equilíbrio e dificultar a execução de
deslocamentos, toda a estrutura óssea pode sofrer seriamente com isso.
Em uma caminhada normal os pés repetem uma
sequência que se inicia do contato do calcanhar (calcâneo), depois planta,
metatarso e dedos. E terminam quando os dedos se elevam do chão.


Na Dança do Ventre procure concentrar o
peso no centro do metatarso, pois auxilia no seu equilíbrio, melhora a execução
dos movimentos, é mais saudável e pode corrigir problemas como os descritos a
seguir:

Supinação
Excessiva
Ocorre quando a pisada é efetuada nas
laterais externas, ou seja, inicia-se na lateral externa do calcanhar, mantém o
contato do pé com o solo do lado externo e termina tendo como base o dedinho.
Um pé supinado dificulta muito o
equilíbrio para movimentos em meia ponta.
Pronado
Excessivo
É uma pisada que começa do lado externo
do calcanhar, mas sofre uma rotação e o peso é depositado para a lateral
interna do pé concentrando no dedão.
· Na dança, o andar é aplicado de forma contrária ao do ciclo da marcha, em que o calcanhar
contata a superfície do chão e em seguida, o apoio é transferido para o
metatarso. O andar na meia ponta alta proporciona um ar de elegância,
principalmente se o apoio é realizado do metatarso para o calcâneo, quando se
utiliza o pé inteiro no chão.
Tipos de pés
Articulação dos pés
De maneira simplificada, o pé é formado pelo tarso,
metatarso e falanges, e seus movimentos são realizados pelos músculos, como no
resto do corpo.
A cinesiologia do tornozelo e do pé
depende dos movimentos:
- Dorsiflexão (flexão
do dorso do pé / para cima);
- Planiflexão (flexão da planta do pé / para baixo);
- Eversão (quando a borda medial do pé se dirige para a parte medial da perna
/ dedão);
- Inversão (quando a
parte lateral do pé se dirige para a parte lateral da perna / dedinho);
- Abdução (movimento
do pé para fora);
- Adução (movimento do pé para dentro);
- Pronação (o
calcâneo se move em direção ao tálus, com uma eversão, abdução e
dorsiflexão);
- Supinação (inversão
do calcâneo, adução e flexão plantar – muito comum em uma meio ponta
incorreta).
·
Em conjunto, estes movimentos são utilizados
enquanto dançamos, muitas vezes, sem qualquer tipo de
consciência a respeito a natureza que se esconde em nossos pés, sobre a
estrutura pé, que é a base do corpo para dançarmos!
·
É comum a utilização do peso sobre o dedinho ou o
dedão, a depender dos movimentos, e outras formas incorretas de utilização do
apoio. Não é fácil educar anos de prática incorreta. Com o tempo, o incorreto
passa a ser comum e nosso centro de apoio fica deslocado, como por exemplo, o
equilíbrio da meia ponta em supinação. Com os anos, isso pode acarretar
problemas…
·
O pé também possui elementos ósteo-articulares,
ligamentares e musculares, que se associam harmonicamente, permitindo que seu
“arco” modifique sua curvatura, tendo elasticidade para se adaptar a todos os
formatos de solo, distribuindo o peso do corpo nos mais diversos tipos de
situações, e ainda, desempenhando o papel de amortecedor para
suavizar a marcha. Esta característica favorece os deslocamentos da
Dança do Ventre articulados na meia ponta baixa, média e alta.
·
Para começar a desenvolver consciência dos seus pés, sente-se no chão
com as duas pernas estendidas para a frente e com o quadril completamente
relaxado. Se você for como a maioria das pessoas, suas pernas provavelmente
rolarão para fora e seus pés relaxarão em algum grau de flexão plantar e
supinação. Essa ajuda do alinhamento natural dá balanço aos seus passos e
absorve impacto quando você anda: O pé está em supinação e bate no chão, muda
para pronação quando recebe todo seu peso e retorna à supinação quando sai do
chão.
“Só quando descubro a gravidade, o chão, abre-se
espaço para que o movimento crie raízes, seja mais profundo, como uma planta
que só cresce a partir do contato íntimo com o solo. Só dessa forma surge à
oposição, a resistência que vai abrindo espaço entre os ossos, seguindo
sua direção nas articulações. À medida que vou sentindo o solo, empurrando o
chão, abro espaço para minhas projeções internas, individuais, que à medida que
se expandem, me obrigam a uma projeção para o exterior”.
(Trecho do
livro “A Dança” de Klauss Vianna)
Aprendi que os pés devem procurar se abrir no solo, como raízes
profundas na terra. E os apoios estão concentrados em três pontos básicos: na
região do Metatarsal I , Metatarsal V e no Calcâneo. O Cubóide também tem
participação importante, pois ao imprimir peso nessa região, impedimos que o
arco do pé caia para frente e acentua-se o *en dehors.
(Dança depois dos 20)
Músculos do pé
Região Dorsal –
Dissecação Superficial
Região Dorsal –
Dissecação Profunda
Região Plantar-
Dissecação Superficial
Região Plantar –
Primeira Camada
Região Plantar –
Segunda Camada
Região Plantar –
Terceira Camada
Músculos do pé
Interósseos Dorsais e Plantares
Trabalho de
fortalecimento e abertura das articulações dos pés
“Os ossos representam papel importante no sentido
de controle e na posição de cada homem no mundo”. Através deles cada um de
nós determina seu grau de segurança, buscando continuamente o ritmo do
movimento. Mecânica, fisiológica e psicologicamente o corpo humano é compelido
a lutar por equilíbrio.
“É preciso reconhecer o local do corpo onde surge a
oposição a força que vem do solo: geralmente se situa em ponto em que nossa
tensão é mais frequente. Ombros, língua, mãos, boca, coluna cervical,
diafragma. É nesse ponto de tensão que acabamos colocando nosso equilíbrio –
quase nunca nos pés. (…) andamos em cima dos ombros, corremos com a língua: a
força está sempre concentrada nas partes erradas. O pé também denuncia
nossa relação com a vida, ao pisarmos brigando com o solo, ou ignorando-o,
deslizando aéreos, indiferentes.”
(Trecho do
livro “A Dança” de Klauss Vianna)
Três ou quatro exercícios de nível básico
proporcionam (quando bem executados) um excelente trabalho de fortalecimento e
abertura das articulações dos pés.
1 - Massagear os pés antes das aulas ou treinos.
Para isso pode-se utilizar uma bolinha resistente, ou mesmo as mãos. Uma dica
muito interessante é massagear e tentar ganhar mais espaço entre os Cuneiformes
Medial, Intermédio, Lateral e Metatarsal V, seguindo pelos ossos Metatarsal,
até a ponta dos dedos.
Massagear o Calcâneo também ajuda a aquecer a região.
2- Fazer exercícios de flexão/extensão plantar passando pela meia ponta.
Assim será possível encontrar equilíbrio para realizar as transferências de
peso.
3 – Fazer exercícios para o colo do pé.
Alongamentos para melhorar a elasticidade dos seus pés
Exercício para colo de pé
Exercícios na meia ponta
Flexão plantar
A meia ponta
na Dança do Ventre
Trabalho de articulação dos pés para chegar
às pontas
A utilização “única e contínua” da meia ponta
em qualquer atividade física pode acarretar em vários problemas.
No balé clássico não se utiliza a ponta
e/ou meia ponta o tempo todo. Existem inúmeros movimentos feitos
obrigatoriamente e somente com os pés totalmente apoiados no chão.
Na Dança do Ventre seguimos a mesma
regra, ou seja, não dançamos o tempo todo em meia ponta. Ora utilizamos a meia
ponta, ora dançamos com os pés totalmente apoiados no chão.
Não há necessidade da meia ponta
contínua, pois a dança fica “empobrecida” porque descartamos um recurso (pés
totalmente no chão), além de ser prejudicial à saúde.
Em relação à meia ponta: existe a meia
ponta baixa e a meia ponta alta, como a chamamos no balé clássico. É uma
diferenciação que leva em conta o quanto subimos, ou seja, quanto mais perto ou
mais longe o calcanhar estiver do chão, de acordo com a possibilidade de cada
pessoa.
Na Dança do Ventre muitas vezes utilizamos a
meia ponta baixa como mais um recurso “artístico”, mas não podemos deixar de
considerar que a meia ponta baixa é uma poderosa aliada para lidar com um possível
encurtamento de musculatura posterior e para “liberar” mais a bacia para
fazermos os shimmies. Na verdade, esse “recurso” pode até ser dispensado
dependendo não só da constituição anatômica de cada bailarina mais como também
de todo um trabalho voltado a auxiliar as dificuldades de cada uma.
Assim você pode utilizar ora os pés
apoiados totalmente no chão, ora a meia ponta baixa, ora a meia ponta alta na
Dança do Ventre, mais NUNCA a meia ponta o tempo todo.
Recomendo o uso da meia ponta baixa para
as iniciantes, para preservar o corpo e manter a confiança na execução dos
movimentos já que o equilíbrio torna-se mais fácil de ser obtido do que com a
meia ponta alta, lembrando sempre que os joelhos devem estar alinhados com o 2°
dedo do pé (ao lado do dedão) e um pouco fletidos, (dobrados).
O treino da meia ponta favorece
o fortalecimento dos tornozelos e das panturrilhas. Não é incomum, dançarinas
terem panturrilhas bem torneadas e fortalecidas.
É certo que o uso da meia ponta baixa favorece mais o equilíbrio que a meia ponta alta. Embora esta
última seja esteticamente mais bela que a primeira, nem sempre sua execução é
possível, dependendo da anatomia do pé.
Fique atenta para
não forçar o que ainda precisa de tempo para se desenvolver. Uma
meia ponta nunca é igual à outra. Seu pé é único. Perfeito para seu andar e
equilíbrio.
Os
chakras dos pés

Localizado nas solas dos pés, sua finalidade é descarregar energia elétrica (estática) gerada pelo corpo físico, como também a absorção prânica. Aterramento. Relação com a Mãe Terra. Estabilidade em geral.
Em um dos pés a energia é aferente,
conduz de fora para dentro. No outro é eferente, conduz de dentro para fora.
O Chakra dos pés tem ligação com o Chakra Básico (localizado na altura dos órgãos genitais) e todo o conceito de sobrevivência, segurança e força. Uma boa dica para equilibrar os Chakras dos pés é ter contato com a natureza, andando descalço na terra, grama ou areia.
Zonas de ressonâncias nas plantas dos pés
relacionadas à coluna vertebral

Coloque um cabo de vassoura no chão,
apoie seus pés no cabo da vassoura, o cabo esta transversal em relação ao
comprimento dos seus pés.
Pressione um pé por sete segundos e
depois o outro, nos setores indicados no mapa, expire e inspire delicadamente.
Certamente você sentirá um enorme
benefício. De manhã para despertar, à noite para acalmar, por dez minutos.
Escalda-pés
para relaxar o corpo e a mente
Para deixar os seus pés relaxados e
aliviar o estresse do dia nada melhor que um escalda pés. É uma ótima sugestão
para mandar o cansaço para bem longe.
Deixar os pés de molho em escalda-pés
com sais de banho e massagear a planta do pé com cristais estimula os pontos
reflexos e absorvem a energia do mineral, para relaxar o corpo, a mente e
manter a saúde.
O escalda pés é uma técnica milenar que
ativa a circulação e os principais pontos de relaxamento dos nossos pés, que os
grandes condutores de energia do nosso corpo.
Nossos pés são a base de sustentação do
nosso corpo e sofrem enorme desgaste ao longo do dia, após horas de atividades
sem descanso. E o escalda pés é uma maneira simples e eficaz de aliviar a
tensão, relaxar a musculatura e diminuir a sensação de cansaço dos pés e
pernas.
Esses efeitos são relacionados, em
grande parte, com a água e sua temperatura – em torno de 38C° para o escalda
pés – que possuem efeito curativo, revigorante e extremamente relaxante.
Além disso, segundo os chineses, nossos
pés possuem em cerca de 70 mil terminações nervosas que estão associadas a
diversos órgãos do corpo humano (reflexologia).
Sendo assim, a pressão e o aquecimento
desses pontos refletem em um equilíbrio do corpo todo.
É uma terapia fácil que pode ser feita
em casa várias vezes por semana.
Como
fazer um escalda pés
Despejar em uma bacia ou mini-ofurô
aproximadamente 2 litros de água quente (calor confortável). Manter ambos os
pés submersos na água até a altura dos tornozelos durante 20 a 25 minutos.
Para deixar o escalda pés ainda melhor,
acrescente algumas gotas de óleo essencial que possuem propriedades muito benéficas.
Dicas:
Eucalipto - ajuda a ativar a circulação, diminuindo a sensação de peso nas pernas.
Hortelã – ação antisséptica.
Alecrim – revigora e desodoriza os pés
que ficarão com uma agradável sensação de frescor.
Camomila – calmante.
Ou outro de sua preferência.
Você poderá adicionar também algumas
ervas frescas ou desidratadas que em contato com a água morna liberam aromas
deliciosos.
Camomila, cravo da índia, canela em pau,
hortelã fresca, folhas de eucalipto, pétalas de rosas.
Também poderá optar pelo sal grosso – 2
colheres de sopa – para drenar os líquidos e diminuir inchaços.
E por último poderá utilizar também as
pedras ou cristais, e fazer movimentos com os pés sobre as pedras/cristais para
massageá-los.
Olho de gato – indicada para tendões,
nervos, musculatura, distensões, câimbras e nevralgias.
Ágatas – com efeito relaxante propicia o
bem estar.
Ametista – espiritualidade.
Quartzo rosa – emocional.
Quartzo verde – saúde.
Aragonita – anti-estresse.
Ônix preta – ajuda a descarregar energia
negativa.
Quando terminar hidrate os pés aproveitando para massageá-los, realizando pequenos movimentos circulares na planta, dedos, calcanhares e dorso.
Mas atenção, o escalda pés têm algumas contraindicações;
Não pode ser feita por pessoas
portadoras de diabetes devido à falta da sensação tátil dessas pessoas, pois
podem se queimar com a água quente por sentirem a temperatura da mesma, a não
ser que seja preparado por outra pessoa;
Pessoas com arteriosclerose ou doença de
Buerger, pois são doenças que afetam os vasos sanguíneos das mãos, braços,
pernas e pés, provocando os seus inchaços (vasculites) e impedindo a circulação
do sangue (isquemia).
Séries simples de exercícios de alongamento para
os pés
Caminhe
descalço sentindo o contato da sola dos pés com o chão. Fique de joelhos com os
dedos dos pés revirados. Estique os pés e sente-se sobre os calcanhares.
Mantenha os dedões unidos e afaste os calcanhares, sentando-se entre eles. Por
último sobreponha o pé direito sobre o esquerdo e repita com o outro pé.
Permaneça nas posições por quanto tempo for confortável, sem forçar.

Um bom alongamento nos pés pode
prevenir dores indesejáveis durante seu dia.
Para isso, indicamos uma série de alongamentos que podem ser praticados a
qualquer momento e em qualquer lugar: antes de sair de casa, no trabalho, na
frente da televisão, na sala de aula, no trem, no ônibus e até mesmo num avião
(durante uma longa viagem).
Esses exercícios de alongamento beneficiam tanto os pés quanto a parte inferior
das pernas, protegendo-as de lesões musculares. À medida que faz os exercícios,
lembre-se de alongar-se moderadamente, nunca para sentir dor. Além disso, nunca
faça os exercícios pulando. Faça movimentos leves e calmos.
1.
Enrole uma toalha de rosto, bem apertada, e pressione a ponta dos dedos sobre
ela, deixando o calcanhar fixo no chão. Permaneça nessa posição por quinze
segundos e relaxe. Repita três vezes com cada pé.
2.
Dobre a toalha, coloque-a no chão e apoie a extremidade do dorso dos pés sobre
ela. Fique nessa posição por quinze segundos e relaxe. Troque o pé e repita a
sequência. Faça três vezes com cada pé.
3.
Apoie o pé sobre a toalha dobrada no chão e, com os dedos, desloque-a para
frente e para trás. Não levante a sola do pé do chão. Faça três séries de
quinze vezes com cada pé.
4.
Sentada com a mão sobre o joelho, pressione-o para baixo enquanto levanta o
calcanhar do chão. Faça três séries de quinze vezes com cada perna.
Exercícios para fascite plantar
Usar ou não sapato ao dançar
Usar ou não sapato ao dançar
Dançando
descalça
O nosso corpo está repleto de linguagens
escondidas e a dança do ventre atua como reveladora da alma feminina, onde cada
detalhe do seu corpo é repleto de significado. Os pés são detalhes que não passam
despercebidos nessa arte.
No Egito, originalmente dançava-se
descalço, e os pés da bailarina tinham uma forte simbologia, pois os pés
representavam acima de tudo o contato com a terra, a manifestação corporal que
deixa suas marcas, significando o ponto de apoio e equilíbrio. Além de muitos o
considerarem um forte símbolo do ser feminino e da força da alma, por ser ele o
suporte do corpo na posição vertical.
Se optar por dançar descalça é
importante manter as unhas sempre bem feitas, os pés lixados, esfoliados,
hidratados e limpos.
Dançando
calçada
A introdução do sapato na Dança do
Ventre foi feita pela bailarina egípcia Samya Gamal e, nos dias atuais o uso do
mesmo, de preferência o de salto alto estão se tornando bastante comum em
performances no Egito.
Exemplos de bailarinas que usam sapatos
são: Ashman, Soraya Zaied e as bailarinas brasileiras que dançam no Egito.
As bailarinas libanesas apresentam em
sua dança uma tendência europeia, às vezes americanizada, e quase nunca
dispensam o uso dos sapatos. Elas consideram elegante o uso de sapatos ao
dançar.
Curiosamente nos Emirados Árabes o
público prefere que a bailarina dance de sapatos, acreditam ser mais elegante
do que ver as solas dos pés que podem estar sujas.
No início ao dançar com os sapatos a bailarina
pode estranhar um pouco para executar os movimentos, mas há quem diga que
alguns movimentos podem ser favorecidos pelo uso dos sapatos.
É importante salientar que os sapatos
devem ser específicos para a dança, não é só pegar qualquer scarpin mais bonito,
desnivelados e sair dançando por aí, isso pode trazer sérios problemas de
coluna. Quem quiser adotar o sapato em sua dança terá que ter em mente que será
mais um investimento a ser feito.
Outro ponto é que a bailarina saiba
caminhar com o salto, porque se normalmente ela caminha com os joelhos dobrados
ao usá-lo, na dança isso ficará visível. Terá que dançar com confiança,
segurança e elegância, principalmente nos deslocamentos, pois na Dança do Ventre
usamos muito os joelhos semi-flexionados.
Exceto nos países onde culturalmente se
acha a dança mais bonita com os sapatos e nas danças folclóricas como o Dabke
(onde o uso dos sapatos é obrigatório), seu uso nos demais lugares vai do gosto
da bailarina ou do público para o qual irá se apresentar.
Exercícios,
estudo de anatomia, fisiologia, massagem. Pra que tudo isso? Para saber que
temos pés! Isso ai! Quando trabalhamos os pés através de exercícios de
sensibilização, toques, fortalecimento de articulações e músculos, ampliamos
sua mobilidade. O esforço repercute sobre todo o corpo e descobrimos: Temos
pés!
Posição dos pés na dança do ventre
Da mesma forma que os braços, as
posições de pernas e pés foram adaptadas. Aqui elas apenas perderam suas
características *en dehors que não fazem parte desta modalidade de dança.
Compare a original com a adaptada.
Primeira posição pés
No balé
Na dança oriental
Segunda posição pés
No balé

Na dança oriental
Quarta posição
No balé

Na dança oriental
Posição Oriental

Em
dehors -
é uma expressão francesa que significa
"para fora".
O "en
dehors" utilizado no ballet clássico tem uma origem antiga: costuma-se dizer que o primeiro
registro sobre o "En dehors" está num escrito de Cesare Negri de 1530
chamado "Nuova inventioni di balli" em que ele aconselhava usar
pernas e joelhos esticados e os pés virados para fora a fim de proporcionar
mais estabilidade, pois os bailarinos da época usavam grandes e pesados
figurinos.
Foi Pierre
Beauchamps, diretor da Academia Real de Dança nomeado por Luís XIV, que
codificou as cinco posições de pés usados no ballet clássico atual.
Anatomicamente, en
dehors é uma rotação
externa do fêmur na fossa do acetábulo e os músculos responsáveis por esta
rotação são o sartório, o ílio-psoas, o glúteo máximo e uma porção do bíceps
femoral.
(Wikipédia)
Principais agravos que acometem os pés e
tornozelos de bailarinos

Calo macio
De acordo com Klafs e Lyon (1981), o calo macio (soft corn)
caracteriza-se por crescimento epitelial anormal, devido a ponto de pressão em
área constantemente úmida. Desenvolve-se com maior frequência no quarto e
quinto artelhos. Na dança os principais sintomas são a hipersensibilidade acompanhada
de inflamação e dor, impedindo, muitas vezes, a bailarina de usar sapatilha de
ponta, exatamente pela pressão que o peso do corpo exerce sobre os artelhos e a
transpiração excessiva nos pés (CAILLIET, 1978).
Para prevenir a formação de calosidade
deve-se manter a região limpa e seca, trocando os meios diariamente;
adicionalmente, a colocação de pequena almofada de esponja ou feltro.
Entre os dedos ajuda a aliviar a pressão. Woodall et al (1992)
descrevem como fabricar almofadas para tratamento de calo macio em
profissionais de dança.
Calo duro
Segundo Fatarelli et al (1997), o calo duro é definido como o estado
crônico resultante da acumulação de espessa camada calosa, também denominada
hiperqueratose. Desenvolvem-se acima do dorso do pé, e no topo dos dedos, ao
redor do calcanhar, por cima das deformidades do joanete ou em qualquer outro
ponto que um tipo particular de sapatilha ou estilo de dança possa causar
fricção ou esfregamento (roçamento). A princípio, não são dolorosos, mas se não
forem tratados, podem causar desconforto e infeccionar. É resultante de pressão
(sapatos que não se ajustam bem aos pés) ou de deformação do dedo. Weicker e
Clinic (1988) argumentam que a profilaxia deve ser executada por profissional
especializado. O professor pode auxiliar verificando se os sapatos se ajustam
corretamente e orientar que a pessoa mergulhe os pés em água morna com sabão
para que o calo possa amolecer. Também auxilia o uso de almofada de feltro ou
borracha com orifício central para realizar a descompressão do local.
Bolha
É o resultado de fricção excessiva fazendo com que as camadas
superiores da pele se separem (a epiderme se descola da derme). Há acúmulo de
fluido na área de separação com formação da bolha. Os sintomas são dor e
inflamação local. Na dança, o uso de sapatilha nova, exercícios prolongados,
locais inadequados de prática, uso de sapatos apertados, atividades que
solicitem paradas e mudanças repentinas de direção favorecem sua ocorrência. A
profilaxia consiste em usar calçado confortável na região do hálux e dos demais
dedos. A bailarina deve retornar de forma gradual à atividade após um período
de afastamento para regeneração dos tecidos comprometidos. Deve selecionar cuidadosamente
os sapatos e realizar higiene apropriada; nas áreas de maior exposição
recomenda-se usar esparadrapo de micropore para diminuir a fricção e evitar a
propensão de formação de outra bolha (WEICKER; CLINIC, 1988).
Hálux valgus (Joanete)
É definido como o desvio do hálux de sua posição natural em
direção lateral com proeminência medial na base do pé. O abdutor do hálux fica
debilitado e deixa de atuar no sentido de conduzir o dedo para a sua posição
natural. Com isso há espessamento da cabeça saliente do 1° metatarsiano. Esta
elevação é cronicamente acentuada pelo uso de sapatilhas de ponta; é antiestética
e atrapalha toda a ação do pé (DIEM, 1985).
De modo geral, não são dolorosos,
mas acarretam deformidades. Eventualmente, a dor pode ser causada pela formação
de edema local em função de processo inflamatório. Um dos principais fatores de
risco para a formação do joanete é o uso de sapatos de ponta fina que limitam a
abdução do hálux desviando-o de seu leito anatômico natural, e forçando-o em
direção à borda lateral do pé. Pode ser resultado, também, de um metatarso
encurtado. Einasdóttir et al (1995) encontraram a presença de halux valgus em
89% dos bailarinos franceses, enquanto em outros artistas de palco, a frequência
foi de 51%, caracterizando-se, em deformidade típica do praticante de balé;
esta taxa elevada é explicada pelo formato anatômico da sapatilha de ponta que
provoca o estrangulamento dos dedos. Para o tratamento, recomenda-se a
aplicação de gelo e medicação anti-inflamatória nos quadros agudos. É possível
diminuir a exacerbação do desalinhamento através da análise biomecânica do suporte
de peso, exercícios corretivos e uso de sapatilhas mais largas. Bailarinos que
convivem com o problema há muito tempo costumam fazer recorte no calçado na
área de compressão, aliviando assim a dor e o desconforto.
Hálux rígido
Consiste na incapacidade para fazer com que o hálux atinja uma faixa
ampla de movimento, devido a uma artrite degenerativa da articulação
metatarsofalangiana, que se torna rígida e inflexível; o grande
artelho é incapaz de dorsifletir, interferindo, assim, no impulso durante a
marcha. Depois do joanete este é o distúrbio mais comum do hálux, afetando aproximadamente
2% da população entre 30 e 60 anos de idade (SNIDER, 2000).
O principal sintoma
é a presença de dor a cada passo, devido à necessidade de dorsiflexão do hálux.
É causado pelo estresse excessivo sobre o grande artelho. Este tem movimentação
ampla ou normal na posição de meia-ponta, mas tem hiperextensão limitada, na
posição de dorsiflexão. O tratamento consiste em evitar esforço sobre o artelho
rígido. Um coxim metatársico pode ser colocado sobre o 1° metatarso, atrás de
sua cabeça, elevando-a e prevenindo a dorsiflexão. Uma lâmina de aço na sola também
evita a deformação por flexão do calçado. O procedimento cirúrgico consiste na
ressecção da articulação e remodelagem da cabeça do metatarso.
(CAILLIET, 1978)
Fratura de estresse no tornozelo
É provocada por movimentos excessivos que promovem o remodelamento
do osso em taxa mais rápida que o tolerado. O organismo tenta fortalecer o osso
estressado, removendo o tecido ósseo antigo e fortalecendo o novo. Se essa
resposta for excessiva o processo de reparação pode enfraquecer outras partes ósseas,
onde o tecido ósseo novo será produzido; a área enfraquecida está mais sujeita
a falhas mecânicas que podem resultar em solução de continuidade, também conhecida
como fratura de estresse
(JONES et al, 1994).
O início dos sintomas é gradual e
insidioso, sem relação específica com época do ano, condições climáticas ou
lesão anterior. Normalmente, é causada por sobrecarga repetida nos ossos
durante atividades como corrida ou marcha. Segundo Weicker e Clinic (1988), há
casos de bailarinas que apresentam quatro ou cinco fraturas de estresse, sendo
a maioria na tíbia. Argumentam, ainda, que, na dança, o condicionamento físico
ruim e piso pouco flexível são fatores de risco para ocorrência de fraturas de
estresse. O hábito de amarrar as fitas das sapatilhas apertadas causa estresse
que pode levar à fratura no tornozelo, bem como à lesão no tendão de Aquiles. O
único tratamento efetivo é o repouso. Quando a fratura de estresse for curada,
o bailarino deve realizar o retorno gradual e progressivo à atividade. As
fraturas de estresse podem ser refratárias ao tratamento conservador
representado pelo repouso, sendo, nestes casos necessária terapia com
estimulação elétrica ou cirurgia.
Entorse de tornozelo
Decorre de movimento brusco que ultrapassa os limites normais da
mobilidade articular. Pode ser classificado em três graus, a saber: 1° grau, caracterizado
por pequena falência das fibras colágenas dentro do ligamento; 2° grau ocorre
arranchamento parcial do ligamento e possivelmente da cápsula articular com
considerável perda da força; 3° grau, quando resulta do arrancamento completo.
Os sintomas dos agravos de 1° grau consistem em dor de leve a moderada, pequena
perda das funções e edema reduzido. Nos de 2° grau, a dor é moderada a intensa,
o edema é acentuado, há descoloração da pele, perda temporária das funções e
instabilidade articular. No 3° grau a dor é intensa, há perda de função, edema imediato
e limitação do movimento (FATARELLI et al., 1997).
No balé a entorse de
tornozelo ocorre quando o bailarino sobe na ponta, perde o equilíbrio e cai sob
o pé ou, em aterrisagem inadequada. Ocorre tanto em movimento de hiperextensão
quanto de hiperflexão. É mais frequente em bailarinas jovens que estão
iniciando na sapatilha de ponta, antes de estarem preparadas fisicamente e
tecnicamente (FITT, 1988).
Fáscia plantar
A fáscia plantar é uma faixa fibrosa que se estende da base do
calcâneo até a parte anterior do pé. Ela tem as funções de dar suporte e
garantir elasticidade ao arco plantar. O estresse repetitivo na fáscia ocasiona
sua inflamação ou até rompimento. Os sintomas principais são dor e sensibilidade
sob a porção anterior do calcanhar, irradiando para a região anterior do pé
(CAILLIET, 1978).
Este agravo é frequentemente observado em bailarinos com dez
ou doze anos de prática e, geralmente, é causado pela execução de coreografias
que requerem saltos e danças em superfície dura, alinhamento anormal do pé,
como pronação excessiva e ficar em pé durante longo tempo, especialmente quando
o indivíduo não está acostumado, são fatores de risco para esta lesão. O
tratamento consiste na combinação de gelo e medicação anti-inflamatória. O
tratamento tem por objetivo aliviar a pressão causada pela sustentação do peso.
Elevar o calcanhar, com auxilio de pequeno salto ou palmilha, retira a tensão
sobre a aponeurose. Na região do calcanhar pode ser realizada, também, a retirada
(escavação) de material da sola do sapato que deve ser preenchido novamente com
borracha esponjosa. Exercícios voltados a aumentar a força dos músculos onde se
inserem nos tendões da região plantar ajudam a suportar a fáscia (WEICKER;
CLINIC, 1988).
Neuroma de Morton
Os nervos que repousam entre os metatarsos tornam-se vulneráveis à
impactação e ao pinçamento. Quando isto ocorre, pode se instalar nas células da
cápsula envoltória uma fibrose perineural, comum entre as cabeças dos metatarsianos,
que se manifesta como uma tumoração benigna. Portanto, não se trata propriamente
de um tumor de nervo. Os sintomas são dor aguda e hipersensibilidade. O uso de
calçados apertados ou outro tipo de pressão localizada podem ser os causadores
da tumoração (FITT, 1988).
O bailarino deve usar sapatos de salto baixo,
biqueiros largos e solado macio, associada ao uso de medicação
anti-inflamatória na fase aguda. Quando o desconforto é muito acentuado, deve se
avaliar a possibilidade de realizar a excisão cirúrgica do “neuroma” fora da
época de temporada (SNIDER, 2000).
Tendinite do flexor longo do hálux
A tendinite é um processo inflamatório que acomete os tendões,
causada por estresse excessivo na unidade tendão-músculo. Ocorre principalmente
em áreas com maior sobrecarga. Se não for tratada de forma adequada há risco de
necrose, podendo ocorrer a ruptura do tendão (ELLEN, 1981). O principal sintoma
é a dor à flexão do hálux contra resistência. É comum ao executar o relevé, e
nos movimentos de ponta e de locomoção. Edema e sensibilidade aumentada se manifestam
durante o processo agudo. Ocorre no movimento de grand-plié, quando há o
estiramento máximo deste tendão, onde a distância que o dedo deve se deslocar
para acomodar esta posição é de 4 a 6 cm. O grand plié pode ser
realizado em cinco posições diferentes. Em quatro delas, há flexão total dos membros
inferiores com retirada espontânea dos calcanhares do solo. Este movimento deve
ser gradativo e suave. Em todos os grand-pliés os membros inferiores devem
estar afastados num ângulo de 180°, e o peso do corpo igualmente distribuído em
ambos os pés. Interrupção dos treinamentos, repouso, massagens, aplicação de
gelo, medicação anti-inflamatória e alongamento leve são procedimentos comuns
nestas situações
(WEICKER; CLINIC, 1988).
Bursite no tornozelo
Inflamação das bursas ocorre por fricção excessiva, repetitiva ou traumatismos
diretos. As bursas são bolsas lubrificantes com conteúdo sinovial: localizam-se
em região de fricção entre tendões e ossos ou tendões, ossos e pele. Sua função
é de facilitar o movimento dessas estruturas. Os principais sintomas das
bursites são dor articular (permitindo distingui-las das tendinites) que pode
se irradiar ao longo da estrutura músculo–tendínea, limitação dos movimentos e
edema. O aumento de sensibilidade é anterior ao tendão calcâneo (tendão de Aquiles)
e se irradia para o osso subjacente (JONES et al, 1994). Weicker e Clinic
(1988) referem que na região do tornozelo há várias bursas, porém, no balé
somente duas são acometidas frequentemente; elas localizam-se entre o calcâneo
e a inserção do tendão calcâneo e entre o tendão e a pele, no mesmo local. A
fricção e pressão da borda da sapatilha de dança com a pele e o calcâneo
provocam a bursite. O tratamento consiste na aplicação de gelo,
anti-inflamatório oral e, em casos agudos, a injeção com esteroides levará a
alívio rápido e completo. Em casos raros, uma cirurgia é possível para retirar a
proeminência do calcâneo que causa a irritação crônica. A recuperação é de 3 a
4 semanas após a intervenção.
Tendinite de Aquiles
Na dança os sinais e sintomas principais são o edema e sensibilidade
à dor aumentada, quando da execução do demi-plié, relevé e aterrisagem;
o movimento é frequentemente acompanhado por estalido na porção inferior do
tendão calcâneo. As causas da tendinite são a técnica pobre e o desalinhamento
das pernas à execução do movimento. São comuns, também, em bailarinas idosas
com tendões enfraquecidos pelo desgaste e naqueles que têm um plié mais
vigoroso. É tipicamente causada pela falta de amortecimento (pliés) quando
da aterrisagem de saltos e relevés (FITT,1988).
O tratamento consiste
na realização de repouso, massagens, aplicação de gelo e o uso de medicação
anti-inflamatória. Deve-se usar, também, elevação nas sapatilhas de balé e
jazz (pequeno salto) para diminuir a pressão sobre o tendão. O alongamento
do tendão depois das aulas e ensaios é a melhor prevenção. Nos casos agudos, a
imobilização com bota de gesso por período de 4 a 6 semanas pode ser
necessária. Injeções de corticosteroides podem aumentar o risco de ruptura do
tendão; portanto, tal medicação é contraindicada
(SNIDER, 2000).
Luxação e sub-luxação do tornozelo
A luxação é caracterizada pela perda de contato entre
as extremidades ósseas de uma superfície articular, geralmente acompanhada de
lesão cápsuloligamentar. A subluxação ocorre quando dois ossos da articulação
ainda permanecem parcialmente próximos (FATARELLI et al., 1997).
Na subluxação
observa-se a perda da função, deformidade, inchaço, hemorragia, dor,
fragilidade e espasmo muscular, enquanto na luxação, além dos sinais e sintomas
mencionados anteriormente, há, também, deformidade evidente, causada pela
separação dos ossos que compõem a articulação. Ellen (1981) afirma que a
bailarina deve parar de dançar imediatamente, chamar o responsável, que deverá
aplicar bandagem de pressão e compressas de gelo, para reduzir a possível
hemorragia e edema; se possível, após a lesão, uma tala deve ser colocada para prevenir
dano maior. Retorno à dança deve ser gradual, com exercícios na piscina e
fisioterapia.
Fontes:
VIANNA, Klauss. A Dança. São
Paulo: Siciliano, 1990.
MÁLIKA. Problemas que
ocorrem com a utilização contínua da “Meia Ponta”.
LUIZ MONTEIRO, Henrique e GERALDO GREGO, Lia. Lesões na dança: conceitos, sintomas e tratamento. Universidade Estadual Paulista – UNESP. Bauru, São Paulo, 2003





